Um exemplo a seguir
sábado, 13 outubro 2007Hoje, vou falar um pouquinho de Staffan, uchideshi de Nemoto Sensei proveniente da Suécia; conforme já disse anteriormente, ele é 2º kyu e faz Aikido desde 2002, sendo um dos instrutores do Halmstad Aikidoklubb. Apesar de parecer ter pouco tempo de prática, ele tem treinado intensivamente e, na minha percepção, tem uma boa técnica - principalmente com armas - e aprende muito rápido; quando Nemoto Sensei lhe mostra algo que tenha feito de modo errado, ele consegue corrigir quase que instantaneamente.
O que mais me impressiona em Staffan são duas coisas: os poucos erros que comete ao fazer as técnicas que Nemoto nos mostra e sua total dedicação e empolgação com o Aikido. No entanto, é importante deixar claro que o estilo que ele busca é aquele criado por O Sensei e disseminado por Morihiro Saito, muitas vezes chamado de Iwama Ryu Aikido.
O fato de ter focado totalmente no estilo Iwama de Aikido, faz com que a evolução de Staffan seja rápida e consistente - principalmente treinando com Nemoto Sensei e outros professores que estiveram sob a tutela de Saito Sensei - permitindo realizar técnicas com eficiência, sem necessidade de força. Definitivamente, as coisas ficam mais fáceis quando temos um único modelo a seguir, ainda mais quando este modelo é alguém do calibre de Morihiro Saito; apesar dele já ter falecido, temos não só grandes professores que dão continuidade aos seus ensinamentos, mas também uma vasta gama de livros e vídeos extremamente didáticos que servem como material de apoio.
Assim como Saito Sensei, Staffan enfatiza o treino básico (kihon), realizando os movimentos de forma lenta e estudando as técnicas com atenção às possíveis falhas ou brechas. Ocasionalmente, ele treina de forma fluida (ki-no-nagare) e experimenta algumas técnicas com amigos que têm domínio de outras artes marciais - como jiu-jitsu, taekwondo e karate - a fim de pôr à prova o que sabe de Aikido.
Como pessoa, Staffan é um cara extremamente bem-humorado e falante; está sempre brincando e contando histórias. De alguma forma, os japoneses simpatizam com a cara dele e resolvem conversar e lhe fazer perguntas, o que nem sempre acontece em inglês.





